quinta-feira, 30 de maio de 2013

Ratoeiras

São armadilhas letais, que tem o inconveniente de esmagar parte do animal, podendo impossibilitar o uso do seu esqueleto.

São utilizadas mais frequentemente para análise de conteúdo estomacal, análises osteológicas e depósito das peles em condições zoológicas. Existem os modelos com base de metal e as de madeira, que apodrecem mais facilmente, sendo menos utilizadas.

Para que o animal seja atraído para a armadilha, o uso de iscas é indispensável.


                                                                         Figura 1: Ratoeira doméstica


Referências

AURICCHIO, P., SALOMÃO, M. G. Técnicas de Coleta e Preparação - Vertebrados. Instituto Pau Brasil de História Natural. São Paulo. 151 p. 2002.

Redes de Neblina

Para captura de morcegos as redes de neblina são imprescindíveis. São feitas de fios bem finos de nylon e possuem comprimentos e altura variáveis, formando ao longo da rede, guias paralelas onde a malha forma bolsos fundos e frouxos, onde o morcego entrará e ficará preso, impedindo que ele seja rebatido.

São mantidos em pé através de hastes que são presas nas extremidades da rede e que podem ser extensivas ou naturais (de bambu, por exemplo).

Podem ser dispostas em linhas ma seguida da outra favorecendo uma maior amplitude de captura.

As redes podem ainda ser instaladas de acordo com o hábito exclusivo de algumas espécies, como aquelas dependentes de corpo d'água, rios, assim como dossel através de mecanismos de roldanas que suspendem as redes e ainda na entrada de abrigos naturais ou artificiais.

Há que se tomar cuidado na hora de ritirar os exemplares da rede para não feri-los ou matá-los.

                                                            Figura 1: Rede de neblina



Referências

AURICCHIO, P., SALOMÃO, M. G. Técnicas de Coleta e Preparação - Vertebrados. Instituto Pau Brasil de História Natural. São Paulo. 151 p. 2002

Site sugeridos:
Bat Conservation

Armadilhas Fotográficas

A armadilha fotográfica, também chamada de câmera trap é uma ferramenta utilizada para registrar a presença de espécimes em um determinado local, sem que seja necessário coletá-los.

O  equipamento consiste em uma câmera fotográfica (digital ou não) acoplada a uma caixa que tem a função de proteção, mas também possui dispositivos sensíveis ao calor e ao movimento, responsáveis pelo disparo da câmera quando o animal se aproxima, capturando a imagem e possibilitando a sua identificação.

É um método utilizado para amostrar espécies de hábitos noturnos e também espécies que apresentam manchas na pelagem ou mesmo sinais naturais, tornando possível a identificação de diferentes indivíduos da mesma espécie.

A câmera deve ser instalada em troncos de árvores, prestando atenção na altura para que seja focalizado animais de médio e grande porte. Devem ser dispostas em trilhas já existentes e dentro da floresta, não esquecendo de "limpar" o espaço na frente da câmera para que galhos e arbustos não prejudiquem a fotografia.


Pode-se conseguir excelentes resultados para carnívoros (como a Onça-pintada), ungulados (como antas e porcos-do-mato) e alguns grandes roedores (como capivaras).
                                             
                                                    Figura 1: Câmera trap
Foto: Bárbara Luiza

                                                 
                                      Figura 2: Tamanduá-bandeira Myrmecophaga tridactyla


                                          Figura 3: Onça-vermelha - Puma concolor


                                             Figura 4: Anta - Tapirus terrestris

     
                                            Figura 5: Veado-roxo - Mazama nemorivaga




Referências


AURICCHIO, P., SALOMÃO, M. G. Técnicas de Coleta e Preparação - Vertebrados. Instituto Pau Brasil de História Natural. São Paulo. 151 p. 2002

CARVALHO, O. J., LUZ, N. C. Pegadas - Livro Série Boas Práticas, EDUFPA. v.3, Belém - PA. 64 p. 2008

Pitfall Trap

São armadilhas d interceptação e queda, que consiste em enterrar recipientes (baldes ou tambores) no solo interligados por uma cerca de lona ou tela plástica. Este método é utilizado na amostragem de animais terrícolas.

Os animais tocam a lona e tendem a seguir encostados nela até caírem dentro do recipiente.

Porém, este tipo de armadilha é pouco seletiva quanto à espécie, já que espécies de invertebrados e outros vertebrados também caem no balde. O que faz com que esta armadilha seja menos eficiente em relação às outras e menos usada.

                                                                    Figura: Pitfall trap
Foto: Guá Vilela



Referências

AURICCHIO, P., SALOMÃO, M. G. Técnicas de Coleta e Preparação - Vertebrados. Instituto Pau Brasil de História Natural. São Paulo. 151 p. 2002

BERNARDE, P. S. Introdução ao Estudo da Herpetofauna Brasileira - Métodos de amostragem e Coleta. 1ª edição, 2012.

Armadilhas Sherman e Tomahawk

As armadilhas Sherman podem ser dobráveis ou não, de vários tamanhos e são feitas em chapas de alumínio que são galvanizadas, dificultando assim, a corrosão do material.

Armadilhas Tomahawk são confeccionadas em grades de arame também galvanizado. São adequadas para captura de animais um pouco maiores como gato-do-mato, cachorro-do-mato e gambás, por exemplo.

O número de armadilhas é diretamente proporcional à eficiência da captura; portanto um maior número de armadilhas eleva as chances de captura dos animais presentes naquela área.

Dependendo do objetivo pode-se distribuir as armadilhas ao acaso ou no sistema conhecido como gradeado, onde são colocadas as armadilhas em pontos equidistantes nas intersecções ou linhas imaginárias paralelas e transversais, "levando em conta a direção que o animal irá se deslocar em seu movimento". (Informação verbal ¹)

Escolher o local adequado para dispor as armadilhas, de preferência ao abrigo de luz. É importante não demorar a checar a armadilha.

É aconselhável marcar o local das armadilhas com uma fita colorida, por exemplo para encontrar mais facilmente as armadilhas.

     Figura 1: Armadilha do tipo gaiola
Foto: Guá Vilela

                                                             Figura 2: Armadilha Sherman

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¹ Informação obtida durante aula de Zoologia V ministrada pela professora Sônia Talamoni.


Referências

AURICCHIO, P., SALOMÃO, M. G. Técnicas de Coleta e Preparação - Vertebrados. Instituto Pau Brasil de História Natural. São Paulo. 151 p. 2002.

CARVALHO, O. J., LUZ, N. C. Pegadas - Livro Série Boas Práticas, EDUFPA. v.3, Belém - PA. 64 p. 2008

TALAMONI, S. A. Técnicas de captura de pequenos mamíferos - Aula prática da disciplina Zoologia V - Mastozoologia ministrada no dia 8 de abril de 2013.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Métodos de Captura - Armadilhas

Também considerado como método de observação direta, as armadilhas são utilizadas para a captura de mamíferos de tamanhos variados. As armadilhas variam consideravelmente em seus modelos e também dependem do grupo de animais que se vai capturar.

Existem armadilhas de metal do tipo box que são mais utilizadas para a captura de pequenos mamíferos, como as armadilhas Sherman. E outras do tipo gaiolas, para a captura de médios e pequenos mamíferos como a Tomahawk.

Outro tipo, são as armadilhas de queda ou Pitfall, usadas para capturar pequenos vertebrados e ocasionalmente pequenos mamíferos.

Usa-se também armadilhas fotográficas chamadas câmeras trap, utilizadas para o registro de grandes e médios mamíferos, principalmente.

E armadilhas usando rede de neblina ou harpa (harp trap), para captura de morcegos (mamíferos da Ordem Chiroptera), prioritariamente.

Esses cinco modelos de armadilhas são de captura viva (live trap). Existem também armadilhas letais (snap trap) que são as ratoeiras, utilizadas para a coleta de pequenos mamíferos.


Referências:

CARVALHO, O. J., LUZ, N. C. Pegadas - Livro Série Boas Práticas, EDUFPA. v.3, Belém - PA. 64 p. 2008

AURICCHIO, P., SALOMÃO, M. G. Técnicas de Coleta e Preparação - Vertebrados. Instituto Pau Brasil de História Natural. São Paulo. 151 p. 2002.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Métodos de Observação

Alguns mamíferos não são facilmente vistos na natureza. A maior parte deles têm hábitos noturnos, são esquivos, vivem em áreas muitos extensas ou em habitats de difícil acesso. Os métodos para confirmar a presença desses animais num determinado local são usados de acordo com o tipo de estudo que se vai fazer, o porte e hábito do animal, e podemos dividi-los em duas formas:

  1. Método de observação direta e censo visual;
  2. Método de observação indireta.

Método de observação direta
É a visão em tempo real do animal. Para eficiência desse método, é melhor que a atividade seja feita no início da manhã ou final da tarde, uma vez que a maioria das espécies são muito mais ativas nesse período.

Censo visual
Utilizado para o monitoramento¹ de alguns grupos de animais, grandes e médio mamíferos principalmente, em uma determinada área.

Este método consiste em caminhar por trilhas que já existem (transectos²) u pela borda de uma floresta, em silêncio e em grupos pequenos para não espantar os animais. Ao encontrar algum animal o biólogo teta fazer a identificação da espécie e anota em sua caderneta de campo o local, horário, espécie e quantidade de indivíduos encontrados.
O resultado será uma lista de espécies e uma estimativa de abundância.

                                             Figura 1: Censo visual - transecto em trilha
Foto: Bárbara Luiza


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¹ Avaliar se as populações estão aumentando ou diminuindo e como as espécies estão vivendo no ambiente.
² Linha definida a qual o pesquisador irá percorrer e preencher os pontos que são marcados numa distância entre 50 e 100 metros entre um ponto e outro.



Referências

CARVALHO, O. J., LUZ, N. C. Pegadas - Livro Série Boas Práticas, EDUFPA. v.3, Belém - PA. 64p. 2008